II Seminário de Telefonia IP [50 novas vagas] March 10, 2006
Posted by milhouse in Convergência Digital, Mercado, Mercado de trabalho, Nerd, Tecnologia.add a comment
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11 de março |
INSCRIÇÕES REABERTAS |
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A Tempo Real Eventos informa que as inscrições para o II Seminário de Telefonia IP com softwre Livre foram reabertas. Segundo a Organização, a demanda pela participação cresceu muito nesta última semana, o que fez ser justificável incremento de uma nova sala: “Muitos deixaram para a última hora e ao não conseguirem – as inscrições estavam encerradas desde a última semana – ficaram desapontados, ao ponto de dizerem que poderiam ficar em pé”, explica André Wolf, diretor da Livraria Tempo Real. Com a nova sala, que terá transmissão simultãnea de áudio e vídeo, será possível contar com mais 50 vagas para o Seminário. Os congressistas da sala extra poderão, além de ouvir a palestra, encaminhar perguntas aos palestrantes e visualizar a tela da apresentação. Com expectativa de contar com cerca de 350 participantes em uma programação composta por 5 apresentações, o evento será apresentado por um grupo de profissionais (um dos critérios para a seleção de cada palestra foi a isenção de marketing) de grande experiência no assunto, ligados a empresas como Locaweb, Voffice e Innovus. A vertente principal do evento está relacionada à Telefonia IP e ao projeto Asterisk. Vale ressaltar ainda que haverá um “passo-a-passo” sobre a substituição de uma instalação atual por um PBX Asterisk e ao término do evento os palestrantes se reunirão num painel de debates. PROCEDIMENTO: As inscrições deverão ser realizadas atravé do telefone 11-3266-2988 ramal 23 (falar com Renato). Os pagamentos deverão ser apenas via depósito ou transferência bancário. Valor: R$ 50,00
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Segredo do sucesso é especialização February 18, 2006
Posted by quatroqueijos in Mercado de trabalho.add a comment
Jornal do Commercio/PE – 15/02/2006
Animado com a perspectiva de conquistar facilmente uma vaga numa das empresas locais de TI? Então é bom tratar de dominar as tecnologias exigidas por elas. O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) é um dos que estão sempre recrutando novos profissionais. Segundo o COO da entidade, Eduardo Peixoto, em 2005, foram contratados 180 funcionários. E há espaço para mais. Desde que os candidatos dominem linguagens C e C++ e, principalmente, lidem com sistemas embarcados. A ausência de especialização nesses segmentos só não é maior do que a escassez de capital humano familiarizado com as ferramentas voltadas para a produção de jogos e softwares multimídia. “Assumir um novo projeto acaba sendo uma angústia quando lembramos que enfrentaremos a carência de profissionais”, conta o diretor de criação da Preloud, Paulo Souza, acrescentando que a empresa recebe muitos currículos, mas a maioria não revela o mínimo de experiência necessária.
Em plena expansão, a Jynx enfrenta desafio semelhante, com a falta de profissionais habilitados em Direct X, Open GL, animação, modelagem e Engine 3D, além de design de games. O distanciamento entre os currículos das graduações em TI e as demandas das empresas é apontado como um dos principais responsáveis pela deficiência de mão-de-obra especializada. “A dificuldade aqui é cultural. Por muito tempo as universidades têm formado profissionais em Java, enquanto outras linguagens e tecnologias ficaram em segundo plano”, critica um dos diretores da Jynx Scylla Costa. O diretor da Meantime Américo Amorim reforça o coro. “Os cursos não suprem as demandas de empresas de jogos, softs embarcados e música.”
A situação se torna ainda mais crítica quando se trata de recrutar profissionais que reúnam b50 tanto conhecimentos técnicos em Informática quanto visão empreendedora e gerencial, para cargos como o de gerente de configuração, de qualidade e de testes, por exemplo. “Esse é o tipo de necessidade que não está presente na formação da maioria dos candidatos, dificultando o aproveitamento das oportunidades existentes”, aponta o diretor de Tecnologia da Elógica, Iriton Jonath.
Para o consultor em TI Joaquim Costa, o problema do mercado local não é só de qualidade, mas também de quantidade de profissionais prontos a assumir os postos oferecidos. “A IBM anunciou uma fábrica de software que necessitará de duas mil pessoas. Onde se vai conseguir tanta gente?”, questiona. Os apressados poderiam responder que os profissionais estão nas mais de 15 faculdades e universidades que dispõem de cursos em TI. Mas não é bem assim. Se houve um tempo em que Pernambuco exportava profissionais para outros Estados e países, hoje, boa parte deles é aproveitada aqui mesmo, em virtude do crescimento do mercado local, mérito atribuído ao Cesar e ao Porto Digital.
Contraditoriamente, o sucesso das iniciativas está se convertendo no próprio calcanhar-de-aquiles do pólo pernambucano. “A escassez de mão-de-obra é uma ameaça que precisa ser discutida”, admite o diretor da Procenge e diretor-executivo da Softex, José Cláudio Oliveira. De acordo com ele, a questão está na pauta de prioridades de todas as entidades que representam o setor, como Assespro, Softex e Sindicato das Empresas de Informática. Uma das medidas articuladas é a formatação de um programa de residência para estudantes recém-formados, em parceria com a Facepe, além da imperativa aproximação com as universidades públicas e privadas através de encontros e workshops. “Estamos tentando uma saída coletiva, cujos frutos devem começar a surgir até o fim deste ano”, explica.
Enquanto isso, as empresas solucionam o problema investindo na capacitação dos funcionários pós-contratação. A Meantime, por exemplo, tem um programa constante de treinamento. Hoje a empresa começa um curso de Brew. “Já é o terceiro neste ano”, revela o gerente de operações, Ivan Patriota. Para março, estão previstos os de J2ME e testes.
Na Elógica, 2% da despesa com pessoal são gastos com treinamento. O mesmo exemplo seguem Cesar, que investe R$ 400 mil anualmente em qualificação profissional, D’Accord, Preloud e Jynx. Já a InForma subsidia livros para os funcionários, mas não sem queixas. “Em vez de produzir, o profissional tem que aprender. Sem contar com os prejuízos ocasionados em virtude da inexperiência”, desabafa a diretora Virgínia Sgotti.
Para os profissionais completos, os salários iniciais chegam a R$ 5 mil, com a vantagem de que eles podem escolher aonde trabalhar. “O mercado disputa esse pessoal a tapa”, diz Joaquim Costa. É a recompensa por ser artigo raro.(M.L.D.)
